InstaStyle: Summer Wind

Estou lançando uma nova tag: #InstaStyle! Aqui, irei compartilhar perfis que sigo e adoro no Instagram!

Como o nome de seu blog Summer Wind sugere, o estilo de Sydney tem um quê de verão! Sempre vestida com cores claras (ao menos uma das peças em seus looks é branca) e listras, ela define seu estilo pessoal como clássico e timeless, com influências preppy. Acho seus looks incríveis, pois são simples e elegantes!

Seu guarda roupa atemporal, e por isso, Sydney investe em acessórios clássicos e eternos, como sua inseparável bolsa Speedy da Louis Vuitton, e sapatilhas da Salvatore Ferragamo ou Sandálias Jack Rogers, presenças constantes em seus #ootd.

instastyle

Parceria nota 10: Olivia Palermo para a Bauble Bar

A Bauble Bar é uma loja online de acessórios statement lindíssimos (e que cabem no budget!) que sempre adorei – conheci há um tempão, através de um dos blogs que mais gosto: o The Stripe (antes Stripes and Sequins), pois Grace Atwood, quem está por trás do site, é também a encarregada pelo social media da Bauble Bar.

Quando fiquei sabendo que Olivia Palermo (minha eterna musa e ícone de estilo) iria fazer uma parceria com esta marca que adoro, criei grandes expectativas e desde então estava ansiosíssima para ver o resultado, que finalmente saiu hoje!

O que esperar de algo sob colaboração de Olivia? Peças chiques, elegantes e atemporais. Sua coleção como Guest Bartender (como são chamadas as colaborações de famosas com a marca) foi inspirada no estilo de joias vintage que ela adora – mas com um quê moderno, e as criações vão desde broches a colares, sejam eles minimalistas e dourados, com poucos detalhes, ou cobertos por pedrarias ou pontuados com delicados pendentes de abelhas brilhantes.

oli3

Um ponto a mais é o editorial para a campanha de sua coleção, que está incrível!

oli1

oli2

Photography: Jason Kim

Os preços vão de $28 a $78. Nada mal para peças investimento como essas, não é mesmo?

Moda, cultura e jornalismo

O meu texto sobre a mesa de Jornalismo de Moda, que aconteceu no começo do mês, para o site da Cásper <3 Pra quem não pôde assistir in loco, dá pra ler um pouquinho sobre os pontos mais interessantes discutidos por Daniela Falcão e Camila Yahn.

A mesa sobre Jornalismo de Moda da 23a Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero contou com dois importantes nomes do segmento: Daniela Falcão, editora chefe da revista Vogue Brasil, e Camila Yahn, editora de conteúdo do portal FFW Fashion Forward. Com a mediação feita pela jornalista, fotógrafa e professora Simonetta Persichetti, o público presente no Teatro Cásper Líbero na manhã de quinta-feira, 3 de setembro, pôde presenciar uma conversa inspiradora e um debate que motivou ainda mais aqueles que desejam seguir carreira na área.

Daniela Falcão se formou em Jornalismo pela Universidade de Brasilia (UnB), no início dos anos 90. Ela conta que, na época, ninguém cogitava seguir carreira em jornalismo de moda – inclusive ela mesma, hoje editora-chefe da revista de moda mais importante do país. “Me formei em uma turma em que todos queriam fazer política, cobrir Congresso. E eu sempre tive horror àquilo”. Depois de formada, Daniela passou por diversos veículos e por diferentes editorias: iniciou sua carreira como trainee da Folha de SP, onde ficou 8 anos (e teve a oportunidade de ser correspondente bolsista na Universidade de Columbia, em Nova York). Teve seus primeiros contatos com a moda quando foi editora da revista de comportamento do Jornal do Brasil, Equilílibro, que era o seu grande sonho. Quando editava as revistas TPM e Trip, seus grandes xodós, recebeu um convite inesperado e irrecusável de editar a Vogue Brasil, cargo que ocupa há dez anos.

Trabalhar com moda também era uma ideia que não passava pela cabeça de Camila Yahn, editora do FFW Fashion Forward. Formada em Artes Cênicas, ela conta que por estar sempre presente na cena noturna, ficou amiga de uma turma ‘da moda’, que incluía importantes estilistas da moda brasileira como Marcelo Sommer, Alexandre Herchcovitch e a jornalista Erika Palomino, uma das pioneiras de jornalismo de moda no Brasil, e que foi sua escola na profissão. “Naquela época ficávamos brincando com a moda, era uma coisa totalmente livre, de expressão, de diversão”, ela conta. Daniela Falcão explica que a história do jornalismo de moda no Brasil é muito conectada a esse cenário da noite, da música eletrônica, dos clubbers, do qual Camila fazia parte. Foi apenas quando, aos 20 anos, Camila foi para Londres estudar teatro que ela começou a entrar no universo da moda, novamente por ter feito amigos na cena da noite que eram ligados ao ramo.

Daniela começou a conversa descrevendo a moda em sua essência: “É uma cultura, como o cinema. Quando você começa a gostar? Não sei. Moda é como você se relaciona, como você sai de casa. É uma coisa que não se perde nunca. É como ouvir música: suas escolhas musicais são como suas escolhas da moda”.

Em um universo que aparenta ser tão glamouroso e com espaço para poucos, uma dúvida pertinente surge da plateia: “O que os estudantes que desejam trabalhar com moda podem fazer desde já para entrar na área?”. Tanto Camila quanto Daniela concordam que o melhor jeito de começar é praticando e, para isso, os blogs são hoje a ferramenta mais apropriada. Daniela dá a dica: “É para isso que eles existem. Seja você mesmo, a graça dos blogs é que eles são pessoais. Você aprende com o erro, e tem a liberdade de poder fazer o que quiser.” Além disso, elas concordam que, durante o período de formação, o estudante precisa ser curioso. Hoje em dia existe muita informação na internet que possibilitam aos interessados estudar a fundo e por conta própria; antes, havia somente a lista bibliográfica provida pela faculdade. “Tem muita gente querendo trabalhar, mas tem pouca gente bem informada.”

Sobre o impasse eterno entre digital e impresso, Daniela diz que o termômetro para a publicação impressa surge justamente das redes sociais. Ela afirma que, para a revista não sair perdendo, ela tem que migrar para o digital; este ambiente é o que permitirá a perpetuação do papel, e não o seu fim, como muito já se foi falado no meio jornalístico. “O digital cria um saborzinho para a pessoa ler a revista. Ele fala com um público que nem sempre compra a revista, mas ama a marca Vogue.” Camila conta que o digital trabalha com a temperatura do dia. É um formato que tem a possibilidade de mudar o seu formato o tempo todo, ele tem que se reinventar constantemente. “O nosso exercício no FFW é: como não ser repetitivo todos os dias. Tentamos ser o que realmente gostamos, o que o leitor gostaria de ler”.

Capsule Wardrobe: como organizar o seu armário e encontrar o seu estilo!

Sabe aquela sensação de olhar para o armário (cheio) e mesmo assim entrar em desespero por não encontrar nada para usar? Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra!
Porém, uma fotógrafa texana parece ter encontrado uma solução: ao reduzir o seu guarda-roupa a 37 peças por estação (sem contar os acessórios), você gastará mais tempo, energia e dinheiro em coisas da vida que realmente importam. Além disso, você encontrará o seu estilo pessoal (com o guarda roupa limitado e organizado, fica mais fácil enxergar melhor o que realmente funciona ou não), gastará menos tempo decidindo o que usar, menos dinheiro em compras por impulso e assim, não irá à falência! #ajudabeckybloom). Essa é a ideia por trás do Capsule Wardrobe, um projeto criado (e praticado há dois anos!) por Caroline Joy Rector, do blog Un-Fancy.

Segundo Caroline, seu objetivo não é abolir completamente o ato de ir às compras, mas sim aproveitar melhor as peças que temos, e usá-las a nosso favor.

photo: stylizimoblog.com

photo: stylizimoblog.com

Como funciona?
O projeto é dividido pelas 4 estações do ano – para cada uma, você terá um Capsule Wardrobe (mas não inteiramente diferente um do outro – eles são complementares, e as peças podem e devem se remixar durante as estações!). O primeiro passo é tirar tudo de seu closet (acessórios não entram no limite de 37), e separar em categorias como amo e usaria agora, talvez e não. As primeiras peças voltam para o armário, e provavelmente serão um índice que mostrará o seu estilo. A segunda leva é guardada em outro espaço – ela sugere encaixotá-la e guardar em baixo da cama; nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Além do mais, a moda é cíclica e tendências sempre voltam! Uma das ideias principais é liberar espaço para que os ítens que você realmente gosta e usa tenham mais visibilidade. Já a pilha do não pode ser doada ou vendida (e assim você guarda um dinheiro para suas próximas aquisições)!

O número 37 é o que se adaptou ao estilo de vida de Caroline, mas ele é relativo e apenas referencial – cada pessoa deve achar o número que melhor atenda suas necessidades. Mas sempre deve-se ter em mente: “Você pode ser mais feliz com bem menos!“. Este infográfico explica toda a ideia de uma forma bem legal.

Eu adorei este projeto, e pretendo de alguma forma incorporar o Capsule Wardrobe em minha vida! No site (em inglês), tem os looks de Caroline e seu Capsule Wardrobe, suas motivações, explicações detalhadas de como colocar em prática o projeto, um FAQ, e ainda você pode imprimir um planner MUITO LEGAL para te ajudar no planejamento do seu (e que também pode ser usado apenas para você organizar o seu estilo).

Style Inspiration: Olivia Palermo

Na tag Style Inspiration, vou falar de pessoas cujo estilo me inspiram!

Olivia Palermo se tornou meu ícone de estilo logo nos primeiros episódios de The City, reality show da MTV americana que surgiu quando Whitney Port, ex-The Hills, abriu suas asas e voou da costa oeste para a leste para achar seu lugar ao sol em Nova York. Little did Whitney know, que ela, suposta protagonista, seria rapidamente ofuscada por sua arrogante colega de trabalho e rival, a socialite Olivia Palermo, que a partir de então, se tornaria a inabalável it das it girls.

Acho o estilo dela incrível – chic, polido e timeless. Olivia nunca é flagrada desprevinida – está sempre impecável, até mesmo para levar Mr. Butler, seu cachorro, para passear. Uma das coisas que eu mais gosto é que muitos de seus looks são usáveis ou fáceis de serem adaptados.

Veja abaixo os meus looks preferidos! Tenho um board no Pinterest todinho dedicado a ela. Meu critério de escolha para postar aqui foram looks menos montados e mais possíveis de serem usados no dia a dia, para o fim de semana e eventos informais. (Por isso que só deu calça jeans! haha!)

Dressed up Jeans

Olivia usa e abusa do bom e velho jeans, de preferência super skinny e cigarette, nas mais diversas lavagens. Uma peça tão casual, mas que nela, nunca parece dressed down.

Casual

Ao contrário do que parece, Olivia não é tão alta – ela mede 1.68. Para alongar a silhueta, ela aposta em truques como sapato nude ou da mesma cor da calça; e calça cigarrete, ou com a barra dobrada.

Capa da Elle Australia usando jeans + t-shirt + slippers! Um look simples, mas com estilo.
de15be276a812c007dcb3cc8b20f580c

Pernas de Fora
dress

Acessórios inseparáveis: bolsas estruturadas, eternas e em cores sóbrias, como preto, vermelho e caramelo; óculos com armação de gatinho; cintos marcando a cintura e flats coloridas ou estampadas. Olivia não abusa de joias; aneis, uma pulseira e um relógio são suficientes para a produção.

shorts1

Shorts estruturado + camisa oxford ou de seda: looks fluídos, elegantes e fresquinhos para o verão!

shorts2

Overpost de Olivia! <3

Diana Kvariani

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.

Tbilisi-born fashion designer, Diana Kvariani has always had the personality of an artist. ‘As a baby, I used to like drawing everything that surrounded me’, she remembers. At first, she thought she would become a painter. Only then, after she started making clothes for her Barbie dolls, Diana realized that her real passion was for fashion.

However, going to a fashion college wasn’t her very first step after graduating from high school. Following her parents’ big advice, she studied International Business at Tbilisi State University. Still, the dream of becoming a fashion designer never left her mind, nor her heart. By the time she was twenty-one, Diana moved to Rome, Italy, where she studied fashion design, at Instituto Europeo di Design (IED), a world-renowned Italian school of fashion, design, communication and management.

Graduating in 2007, Diana held her first fashion show in Italy. After that, she moved to Moscow, Russia, where she was able to work for famous Russian designers, getting plenty of experience in the business of fashion. In the year of 2011, back to her motherland Tbilisi, Diana created her brand, Diana Kvariani. Her biggest motivations for that were the love for her job, and the thought of her clothes being interesting for Georgian and non Georgian women. ‘I started making some dresses to sell; as the business went well, I decided to open my own store in 2012. It was a hard work to begin, but in one year, I already had a lot of customers’, she adds. As a fashion designer, what matters the most to Diana is when she sees people walking down the streets wearing her label, Diana Kvariani.

Diana believes, – in her own words -, that three things are what it takes to make a quality article of clothing: ‘High quality materials, perfectly sewn, and a good package’. Therefore, all the fabrics and sewing materials used in Diana Kvariani’s collections are brought, by herself, from Europe – mostly from France and Italy. The designer participates, twice a year, at Premiere Vision Paris – the biggest exhibition of textile in the world.

Travelling is one of Diana’s biggest sources for inspiration: ‘I love to travel a lot. Meeting new people, new cultures… When I visit a new country, I get inspired so much!’. She adds that inspiration comes from everywhere. Also, movies and music inspires her as much as travelling.

When asked about Tbilisi’s fashion, Diana is sure that it is very artsy, creative and chic. “Georgian girls have a great taste in fashion. They can look so stylish from wearing just a pair of jeans and a t-shirt. They always know what’s in fashion: they watch fashion channels, read fashion magazines, they go to Tbilisi Fashion Week. I think fashion has always lived in Georgians. Even when there are hard times”.

As a Tbilisi native, Diana enjoys her hometown’s mountains and the summer time. Her favorite places are the old town, Leselidze, Sololaki, Avlabar. Nonetheless, she adds: ‘My go-to place is Mtskheta, Georgia’s former capital from centuries ago. I would like to have a house there!”. She has a beautiful philanthropic side as well. Her biggest love and passion are animals: “My dream is to give help to all homeless cats and dogs in Georgia’. For her future goals, Diana aims on increasing her brand, and opening more stores inside and outside of Georgia. Nevertheless, starting to sell ‘Diana Kvariani’ worldwide is her main goal. Her next collection will be presented at upcoming Tbilisi Fashion Week. “What can I say t? It will be colorful!” she joyfully adds. Diana Kvariani boutique is based at 4a, Takaishvili str., Tbilisi.

Lako Bukia

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.

 

Born and raised in Tbilisi, Lako Bukia has established her signature in the fashion world with a lot of talent and hard work. Starting her studies at Tbilisi State Academy of the Arts, she has also been a student at world’s prestigious schools, such as Central Saint Martins College of Art and Design, London College of Fashion and Instituto Marangoni, in Italy. Today, Lako is a second year master’s student at Parsons The New School of Design, in New York. With her unique and eye-catching designs, Lako Bukia will conquer the world. Her clothing line is very popular not only in Tbilisi, but also around the globe.

When she was a second year BA student at London College of Fashion, Lako was an intern for stylist Katie Burnett, who gave her the first big push: “When she saw my graduation collection, ‘Mushroom’, Kate fell in love with it, and kind of forced me to start my own label, while I was still studying at LCF”, tells Lako. It was only the start of a promising career. “There was no way of going back anymore, as every season I was growing and my label was growing as well. I did lots of different experiments, shows, showrooms, met lots of different people in the industry and it was it. It just happened naturally”, she adds. At first, she didn’t realize how much work it required as a designer and businesswoman. Lako decided to get back to her studies, when realizing, by the great experiences she had, the importance of guidance by talented and successful people in the industry. After one year of graduation from LCF, her label was shown in several important fashion events, such as London Fashion Week, Berlin, Paris, New York and Kiev, just to name some.

Lako believes that a good design, a right fabric selection and good finishing make a quality article of clothing. She buys her fabric from different places, like Turkey, India, New York and London. It all depends on what she is looking for. Georgia is also a go-to place: “There are several nice stores that I am working with, and they always call me when they have new arrivals. I always try to be the first one to buy”. As a fashion designer, defined style, among other things, is very important for her, and she adds: “Always staying true to yourself. Knowing what is happening to the world, the society and surroundings. Reading, researching, making changes – at least, make new exciting things.” For her, a fashion designer has to communicate with the world. When asked where she gets inspiration, Lako said it comes from all different things: travelling, finding new things, such as an exhibition, a book, a building. “That’s my inspiration starting point. Then I develop and research it more, which can lead to a completely different thing”, she says.

During her first year at Parsons, she discovered the ‘draw thread’, a very old lace making technique, which she developed and took into a different level, modernizing it. Starting from two outfits for the school’s project, she did a Fashion Film, which was featured in Fashion TV. It turned out into a collection of 20 outfits, as the project was very successful. “It is a unique collection, because fabrics are all hand-made, and to create each fabric, it took days and hours of hard work”, she adds.

Due to many international requests, Lako is opening her online store, which will make easier maintaining sales around the globe. She has many dreams and goals to achieve. “One of my aims is to go back to showing at London Fashion Week again and being part of this amazing event.  I want to make my business successful in every level and make it as internationally now as possible”. As Lako is currently focused and dedicated on finishing her Master Degree, she won’t be showing on the upcoming Tbilisi Fashion Week, but hopes to be part of next season’s.

Every chance she has, Lako flies back to Tbilisi. “I think because I have been away for so long (8 years), I started appreciating my city more and more”, she says. She loves spending time at her studio/shop (located at Palishvili st, 39), and Solasi, the old neighbourhood. With friends, she goes to Tbilisi Marriot Hotel’s Café, for a tea time, and at summer, Radisson Blue Hotel Terrace is the place to appreciate a good view of the city. “There are many places that I really love because of the memories I have. I can say in general I really love my city”, she says. Tbilisian’s lifestyle is one thing Lako enjoys. “On one glance you will feel like there are no job or money problems, everyone is kind of relaxed enjoying their time, even though the economical or political situation in Georgia is not something you can be proud of. But I also can say that Tbilisi is a very Romantic City, especially for me”.

Lalo Knitwear

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.


Photo: instagram.com/lalocardigans

With their signature big, chunky, handmade knit cardigans, LALO Knitwear has made a big entrance in the world of fashion. Founded in 2013 by Tbilisi’s twin sisters Lalo and Nino Dolidze, at first, the brand started with the cardigans, and now, features different styles of sweaters and hats.

Graduates from the department of Western European languages and literature at Iv. Djavakhishvili Tbilisi State University, Lalo and Nino had always had interest in fashion and style, “Especially knitting!”, as told by Lalo. The young brand started as the two sisters created new looks for every season, “as we pretended ourselves to be noted designers”, she adds. Their starting point was the cardigan, which was named “Vine”. Handmade knitted in large stitches, the inspiration for their first piece were the beautiful Kakhetian vines, seen hanging all around at open air markets during Tbilisoba, the annual October festival celebrating Tbilisi.


Photo: instagram.com/lalocardigans

The cardigan became extremely popular in a very short amount of time, as an outcome for pleasing every woman’s taste in fashion. The ‘Vine’ cardigan is a bold and hype version of a classic-old sweater – in other words, it is a statement piece for the wardrobe, as it can change any outfit in just a matter of seconds. Due to their successful experience, the designers started making several different other styles, which can take up to ten days to be created, as all of their items are handmade. Most of the inspiration for their creations comes from ‘Mother Nature’ – “Nothing and nobody can provide you with such brilliant ideas, as it abounds with them!”, added Lalo.

Part time English language teachers at the University, and part time designers, Lalo and Nino are not planning to settle down any time soon. Currently, their productions are sold in Russia, Azerbaijan and Kazakhstan, among other countries in Europe. Adding to that, they are planning, for the nearest future, on collaborating with some more brands from other different countries. However, when it comes to their homeland, the sisters agree they enjoy the Old Tbilisi. According to them, Ortachala is “the most inviting site in this city for most city-dwellers, and we are not exception”.

Jornalismo de Moda na Semana de Jornalismo

Original: http://casperlibero.edu.br/jornalismo-de-moda/ (cobertura sobre a mesa ‘Jornalismo de Moda’, durante a 22a Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, para o site da mesma)

A mesa sobre jornalismo de moda da 22ª Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero foi de tamanho sucesso que lotou a sala Aloysio Biondi, mostrando assim que não é pequena a procura por estudantes em trabalhar no mercado da moda. Com a mediação da professora Filomena Salemme, a mesa teve a participação da consultora de moda e ex-editora da revista Elle, Jussara Romão, do professor e coordenador do curso de jornalismo, Carlos Costa, que também dirigiu a revista Elle, entre 1966 e 1999, e da aluna do 4º ano de jornalismo, Marina Espindola, criadora do blog e TCC Costanza Who?

Artista plástica por formação, Jussara Romão decidiu que queria trabalhar com moda ao ter pela primeira vez uma revista Vogue em mãos. Foi paixão à primeira vista. Ela queria, então, trilhar uma profissão que não era considerada de muita importância – a de jornalista e produtora de moda. A vida de um jornalista de moda é charmosa e interessante. Mas não é só de uma vida de glamour que é feita sua profissão: tem muito trabalho por trás das belas reportagens encontradas nas revistas. Segundo Jussara Romão, chega uma hora que o ritmo frenético das “Fashion Weeks” cansa. Mas como admite Carlos Costa: “o bom de nossa profissão é que não vamos morrer de tédio”.

Marina Espíndola, prestes a se formar jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, comanda o blog Constanza Who?, que na verdade surgiu como o seu projeto de TCC – o trabalho de conclusão de curso. Ela acredita que, para os estudantes de jornalismo, blogs são uma ótima forma de criar um portfólio de seus trabalhos. Marina e Jussara falaram sobre a grande popularidade dos blogs de moda quando surgiram, pois trouxeram a moda como experiência pessoal do blogueiro ao vestir certa peça de roupa ou usar determinada maquiagem. Assim, tiveram o diferencial de levar para o leitor a individualidade, atingindo muito mais as pessoas com a sua linguagem do que os textos dos editoriais das revistas. Foram eles que começaram a propor a ideia de ser diferente, de não vestir exatamente o que as revistas sugerem, e sim criar suas próprias referências.

E esse movimento atingiu as passarelas, segundo Jussara. Ela mencionou o próprio desfile da Chanel, que havia acontecido na manhã de terça-feira: as modelos encerraram a apresentação como se estivessem em um protesto pelos direitos das mulheres e de autonomia fashion. O próprio cenário recriava as ruas de Paris e modelos seguraram cartazes com dizeres “Seja você mesma!”. “Quer mais transformação que isso?”, narrou Jussara. E ela continuou afirmando “Hoje a passarela representa o que está acontecendo na rua”. Os grandes estilistas perceberam isso, a superação da rua na expressão individual de cada um, e eles levam cada vez mais tendências do streetsyle para as passarelas.

Segundo o professor Carlos Costa, o mundo da moda é divertido, porém pouco valorizado. Muitos vêem a área da moda como superficial e fútil. No entanto, os convidados provaram o contrário, e o preconceito com que o jornalismo de moda é encarado hoje foi bastante discutido. “Deve-se pensar que o segmento da moda é um campo sério, que exige pesquisa e preparo”, afirmou o professor, que também cuidou dos textos das grandes reportagens do conceituado Fernando de Barros, quando esse grande personagem da moda editava as páginas de estilo da revista Playboy. Como qualquer outro segmento de produção e consumo, o mercado da moda é bem expressivo, correspondendo a cerca de 15% do Produto Interno Brasileiro.

Todos os convidados ressaltaram, então, a importância de estudar a moda com profundidade e dedicação. Ter conhecimento sobre um assunto é fundamental para basear opiniões, influenciar com o pensamento, e direcionar o mercado. “Ninguém nasce autodidata, precisamos estar constantemente lendo. Como dizia Gonzaguinha: ser eternos aprendizes”, afirmou Costa. E tão importante quanto o conhecimento, o jornalista deve criar sua assinatura própria, a voz de sua personalidade, o que acaba sendo o seu diferencial. “Se você não estiver muito apaixonado, tudo será difícil. Não será prazeroso”.

Jussara Romão esteve à frente do reposicionamento da loja de departamentos Renner, e aceitou o desafio de criar uma revista que gerasse o desejo do consumidor. Geralmente, profissionais da moda se arrepiam ao pensar em trabalhar com grandes lojas de varejo. Catálogos e propagandas de marcas populares normalmente não são feitos com tanto empenho e qualidade como os das grifes de alta costura. Criar a revista da Renner foi então um trabalho que Jussara agarrou: ela quis criar o melhor que pudesse: “Vou fazer tudo o que gostaria de receber se fosse cliente. Vou tratar como se [a Renner] fosse a Chanel”. Reuniu uma equipe sem preconceitos, que queria de fato construir algo novo. O intenso trabalho foi um grande sucesso, que alcançou o objetivo de reposicionar a marca no mercado. Jussara trabalhou com a construção de sensações que, segundo ela, é o papel da comunicação, de aproximar o público: “jornalistas são vendedores; eles vendem as marcas, constroem uma imagem, que vai fazer com que o consumidor tenha desejo de adquiri-la”.

No final, Jussara sorteou seu novo livro, Arquivo Urbano – 100 anos de Fotografia e Moda no Brasil, e ainda brincou: “O livro vai cair nas mãos certas!” Indicado ao Prêmio Jabuti, seu trabalho retrata a trajetória da moda brasileira sob o ponto de vista comportamental, com o uso de fotos de família. Encerrou com chave de ouro uma excelente mesa, que deixou cada pessoa presente com um sorriso estampado no rosto: “Acreditem em seus sonhos. Vocês estão escolhendo um caminho que amam. Estudem. E não percam a oportunidade de fazer a diferença. Boa sorte!”.