Moda, cultura e jornalismo

O meu texto sobre a mesa de Jornalismo de Moda, que aconteceu no começo do mês, para o site da Cásper <3 Pra quem não pôde assistir in loco, dá pra ler um pouquinho sobre os pontos mais interessantes discutidos por Daniela Falcão e Camila Yahn.

A mesa sobre Jornalismo de Moda da 23a Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero contou com dois importantes nomes do segmento: Daniela Falcão, editora chefe da revista Vogue Brasil, e Camila Yahn, editora de conteúdo do portal FFW Fashion Forward. Com a mediação feita pela jornalista, fotógrafa e professora Simonetta Persichetti, o público presente no Teatro Cásper Líbero na manhã de quinta-feira, 3 de setembro, pôde presenciar uma conversa inspiradora e um debate que motivou ainda mais aqueles que desejam seguir carreira na área.

Daniela Falcão se formou em Jornalismo pela Universidade de Brasilia (UnB), no início dos anos 90. Ela conta que, na época, ninguém cogitava seguir carreira em jornalismo de moda – inclusive ela mesma, hoje editora-chefe da revista de moda mais importante do país. “Me formei em uma turma em que todos queriam fazer política, cobrir Congresso. E eu sempre tive horror àquilo”. Depois de formada, Daniela passou por diversos veículos e por diferentes editorias: iniciou sua carreira como trainee da Folha de SP, onde ficou 8 anos (e teve a oportunidade de ser correspondente bolsista na Universidade de Columbia, em Nova York). Teve seus primeiros contatos com a moda quando foi editora da revista de comportamento do Jornal do Brasil, Equilílibro, que era o seu grande sonho. Quando editava as revistas TPM e Trip, seus grandes xodós, recebeu um convite inesperado e irrecusável de editar a Vogue Brasil, cargo que ocupa há dez anos.

Trabalhar com moda também era uma ideia que não passava pela cabeça de Camila Yahn, editora do FFW Fashion Forward. Formada em Artes Cênicas, ela conta que por estar sempre presente na cena noturna, ficou amiga de uma turma ‘da moda’, que incluía importantes estilistas da moda brasileira como Marcelo Sommer, Alexandre Herchcovitch e a jornalista Erika Palomino, uma das pioneiras de jornalismo de moda no Brasil, e que foi sua escola na profissão. “Naquela época ficávamos brincando com a moda, era uma coisa totalmente livre, de expressão, de diversão”, ela conta. Daniela Falcão explica que a história do jornalismo de moda no Brasil é muito conectada a esse cenário da noite, da música eletrônica, dos clubbers, do qual Camila fazia parte. Foi apenas quando, aos 20 anos, Camila foi para Londres estudar teatro que ela começou a entrar no universo da moda, novamente por ter feito amigos na cena da noite que eram ligados ao ramo.

Daniela começou a conversa descrevendo a moda em sua essência: “É uma cultura, como o cinema. Quando você começa a gostar? Não sei. Moda é como você se relaciona, como você sai de casa. É uma coisa que não se perde nunca. É como ouvir música: suas escolhas musicais são como suas escolhas da moda”.

Em um universo que aparenta ser tão glamouroso e com espaço para poucos, uma dúvida pertinente surge da plateia: “O que os estudantes que desejam trabalhar com moda podem fazer desde já para entrar na área?”. Tanto Camila quanto Daniela concordam que o melhor jeito de começar é praticando e, para isso, os blogs são hoje a ferramenta mais apropriada. Daniela dá a dica: “É para isso que eles existem. Seja você mesmo, a graça dos blogs é que eles são pessoais. Você aprende com o erro, e tem a liberdade de poder fazer o que quiser.” Além disso, elas concordam que, durante o período de formação, o estudante precisa ser curioso. Hoje em dia existe muita informação na internet que possibilitam aos interessados estudar a fundo e por conta própria; antes, havia somente a lista bibliográfica provida pela faculdade. “Tem muita gente querendo trabalhar, mas tem pouca gente bem informada.”

Sobre o impasse eterno entre digital e impresso, Daniela diz que o termômetro para a publicação impressa surge justamente das redes sociais. Ela afirma que, para a revista não sair perdendo, ela tem que migrar para o digital; este ambiente é o que permitirá a perpetuação do papel, e não o seu fim, como muito já se foi falado no meio jornalístico. “O digital cria um saborzinho para a pessoa ler a revista. Ele fala com um público que nem sempre compra a revista, mas ama a marca Vogue.” Camila conta que o digital trabalha com a temperatura do dia. É um formato que tem a possibilidade de mudar o seu formato o tempo todo, ele tem que se reinventar constantemente. “O nosso exercício no FFW é: como não ser repetitivo todos os dias. Tentamos ser o que realmente gostamos, o que o leitor gostaria de ler”.

Capsule Wardrobe: como organizar o seu armário e encontrar o seu estilo!

Sabe aquela sensação de olhar para o armário (cheio) e mesmo assim entrar em desespero por não encontrar nada para usar? Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra!
Porém, uma fotógrafa texana parece ter encontrado uma solução: ao reduzir o seu guarda-roupa a 37 peças por estação (sem contar os acessórios), você gastará mais tempo, energia e dinheiro em coisas da vida que realmente importam. Além disso, você encontrará o seu estilo pessoal (com o guarda roupa limitado e organizado, fica mais fácil enxergar melhor o que realmente funciona ou não), gastará menos tempo decidindo o que usar, menos dinheiro em compras por impulso e assim, não irá à falência! #ajudabeckybloom). Essa é a ideia por trás do Capsule Wardrobe, um projeto criado (e praticado há dois anos!) por Caroline Joy Rector, do blog Un-Fancy.

Segundo Caroline, seu objetivo não é abolir completamente o ato de ir às compras, mas sim aproveitar melhor as peças que temos, e usá-las a nosso favor.

photo: stylizimoblog.com

photo: stylizimoblog.com

Como funciona?
O projeto é dividido pelas 4 estações do ano – para cada uma, você terá um Capsule Wardrobe (mas não inteiramente diferente um do outro – eles são complementares, e as peças podem e devem se remixar durante as estações!). O primeiro passo é tirar tudo de seu closet (acessórios não entram no limite de 37), e separar em categorias como amo e usaria agora, talvez e não. As primeiras peças voltam para o armário, e provavelmente serão um índice que mostrará o seu estilo. A segunda leva é guardada em outro espaço – ela sugere encaixotá-la e guardar em baixo da cama; nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Além do mais, a moda é cíclica e tendências sempre voltam! Uma das ideias principais é liberar espaço para que os ítens que você realmente gosta e usa tenham mais visibilidade. Já a pilha do não pode ser doada ou vendida (e assim você guarda um dinheiro para suas próximas aquisições)!

O número 37 é o que se adaptou ao estilo de vida de Caroline, mas ele é relativo e apenas referencial – cada pessoa deve achar o número que melhor atenda suas necessidades. Mas sempre deve-se ter em mente: “Você pode ser mais feliz com bem menos!“. Este infográfico explica toda a ideia de uma forma bem legal.

Eu adorei este projeto, e pretendo de alguma forma incorporar o Capsule Wardrobe em minha vida! No site (em inglês), tem os looks de Caroline e seu Capsule Wardrobe, suas motivações, explicações detalhadas de como colocar em prática o projeto, um FAQ, e ainda você pode imprimir um planner MUITO LEGAL para te ajudar no planejamento do seu (e que também pode ser usado apenas para você organizar o seu estilo).

Por uma vida sem excessos…

… e pelo autoconhecimento.

É esta a filosofia de vida que decidi levar de agora em diante.

Cheguei à conclusão de que eliminando coisas em excesso, seja do meu guarda-roupa ou da minha própria vida, conhecerei melhor à mim mesma; os meus gostos, o meu estilo; O que funciona ou o que só esteve lá para ocupar espaço extra.

Tudo começou quando, do nada, senti a necessidade doida de fazer uma limpa em meu quarto: meu armário, meus produtos de beleza, minha mesinha de cabeceira. Mandar embora cremes e maquiagens vazios (sou só eu que acho legal colecionar potes?), roupas que não me servem mais, dar uma organizada na minha pequena bagunça. E foi tão libertador desocupar espaços desnecessariamente preenchidos! Decidi então fazer disto um hábito. Percebi que dando espaço para a limpeza estarei aberta a coisas novas.

E essa minha tentativa de organizar minha vida foi um dos motivos pelos quais decidi voltar com o blog. O outro, foi um processo de autoconhecimento que sinto que estou passando. Deve ser coisa de horóscopo, daquelas “Você está passando por um processo de transição em sua vida. Mande embora tudo que seja desnecessário. Você passará a se conhecer melhor e ter uma vida mais leve. Não se esqueça de registrar tudo em um blog!”. Depois que terminar de escrever esse texto, vou até conferir meu horóscopo da semana pra ver se bate.

À partir disso tudo, senti uma vontade imensa de registrar todos os posts do meu blog mental (quem não tem um?). Afinal, em tempos áureos, eu mantive este blog por muito tempo e com muito amor, e por falta de vontade e preguiça fiquei parada por um tempo quase maior. Então este espaço será um tanto quanto egoísta. Sua maior finalidade será registrar, para mim mesma e também para quem tiver interesse (afinal, compartilhar é a hashtag oficial da década da selfie) um pouco das coisas que eu gosto, que me chamem a atenção, ou que eu tenha vontade de gritar para o mundo todo saber. Aqui será uma espécie de um caderninho de anotações (obviamente tenho um em versão física também – acho que por isso que a aula de filosofia sobre Foucault que falava sobre hupomnemata foi a que mais me marcou).

Então, basicamente a ideia é compartilhar e por para ‘fora’ da caixola minhas descobertas (que podem nem ser novas pra você) e pensamentos sobre os mais diversos assuntos que passarem a me inquietar e que façam parte dessa minha nova fase de me autoconhecer.

Será que eu enrolei tanto, pra em resumo, dizer que estou voltando com meu ‘diário virtual’?

Massimiliano Fuksas on Tbilisi’s mix of old and new architecture

Tbilisi’s architecture is a reflection of the city’s history. Byzantine, Classic and Soviet influences combined with traditional local Georgian features make the city one of a kind. However, over the last few years, a spree of modern and futuristic buildings was built in Georgia, adding to the country’s rich architectural identity. “It is important for every country to combine its great cultural tradition with contemporary architecture to create part of the country’s history of the future,” believes Italian architect Massimiliano Fuksas, founder of Studio Fuksas and one of the names behind Tbilisi’s modernization projects. “Tbilisi has a relevant historic legacy, which unfortunately has been left without any maintenance for the last 15 years. In this context, the plans to regenerate the city not only include the rehabilitation of the landmark of Tbilisi’s Old Town, but mostly to incorporate the requirements of a modern functional city,” the architect adds. Asked about the contrasting mix of modern and traditional architecture in Tbilisi, Fuksas believes that those are coexisting elements: “The best way to experience a city is to guarantee high architectural quality that is able to communicate and represent the various epochs of history. Tradition and innovation need to be combined together to provide a contemporary urban and architectural solution.”

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Photo Credits: fuksas.it

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Photo Credits: fuksas.it

The new Tbilisi Public Service Hall is one of Fuksas’s most recent creations in Georgia. According to him, the concept of the building comes from the flower symbol – in his words, “a recognizable symbol related to rebirth.” Inspired by nature, the building is covered by 11 huge petals, with long and strong steel, tree-like columns supporting the roof, resembling a forest. To Fuksas, “the most interesting challenge in the design phase was to combine the idea of the project with the functions of the building.” The first floor of the Tbilisi Public Service Hall is the ‘main square’, where the activities for the public are aggregated, while the offices are on different levels, linked by walkways.

Apart from the Public Service Hall, which was finished in 2012, Studio Fuksas has another landmark project in progress in Tbilisi, the Music Theatre and Exhibition Hall in Rike Park, not far from the Public Service Hall on the other bank of the Mtkvari River. According to Fuksas, “the design concept aims to express poetically the changes and renovations that are happening now in Tbilisi. Special attention is given to technology and building techniques.” Like the design of the Milan Trade Fair, a “structure designed for communication and exchange of ideas,” the Music Theatre and Exhibition Hall in Tbilisi breathes the latest technology not only in its design, but also in its system. Fuksas’s work is an equation that results in high tech, inside and out, a combination of “innovative forms, record size, total usability, highly advanced technological equipment [resulting in] the utmost in spatial design.”

Fuksas says: “Inspiration can come from everywhere, from everyday life. The only thing that I can say is that I’m not always searching for inspiration; so I don’t look for it, but in the end I find it anyway.” He adds, “I’ve never seen myself as an architect in the strict sense. The thought process that lies at the root of my work is more similar to that of a visual artist. For example, I’ve always said that architecture, when successful, turns into sculpture. Afterwards, it has to turn into something more, too. In fact, architecture is something that belongs to the city, to the people, to everyone. Furthermore, it also must be able to integrate new buildings and their history. In order to do this, there is a need to find a dialogue between actors and spectators as well.”

For Fuksas, creating a new project is “an emotional matter. We can talk about what comes first and what comes next, but the birth [of an idea], which is the focus point, has something miraculous, unintelligible, unique and unrepeatable. It is something that fills an empty space. For several days, I sketch ideas and craft models, I paint on canvas. The idea springs from the investigation when it wants to, not when I want it to. When a new project is completed, I just feel amazement and pride.”

Artigo escrito para a revista Made in Tbilisi, em Janeiro de 2014

Diana Kvariani

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.

Tbilisi-born fashion designer, Diana Kvariani has always had the personality of an artist. ‘As a baby, I used to like drawing everything that surrounded me’, she remembers. At first, she thought she would become a painter. Only then, after she started making clothes for her Barbie dolls, Diana realized that her real passion was for fashion.

However, going to a fashion college wasn’t her very first step after graduating from high school. Following her parents’ big advice, she studied International Business at Tbilisi State University. Still, the dream of becoming a fashion designer never left her mind, nor her heart. By the time she was twenty-one, Diana moved to Rome, Italy, where she studied fashion design, at Instituto Europeo di Design (IED), a world-renowned Italian school of fashion, design, communication and management.

Graduating in 2007, Diana held her first fashion show in Italy. After that, she moved to Moscow, Russia, where she was able to work for famous Russian designers, getting plenty of experience in the business of fashion. In the year of 2011, back to her motherland Tbilisi, Diana created her brand, Diana Kvariani. Her biggest motivations for that were the love for her job, and the thought of her clothes being interesting for Georgian and non Georgian women. ‘I started making some dresses to sell; as the business went well, I decided to open my own store in 2012. It was a hard work to begin, but in one year, I already had a lot of customers’, she adds. As a fashion designer, what matters the most to Diana is when she sees people walking down the streets wearing her label, Diana Kvariani.

Diana believes, – in her own words -, that three things are what it takes to make a quality article of clothing: ‘High quality materials, perfectly sewn, and a good package’. Therefore, all the fabrics and sewing materials used in Diana Kvariani’s collections are brought, by herself, from Europe – mostly from France and Italy. The designer participates, twice a year, at Premiere Vision Paris – the biggest exhibition of textile in the world.

Travelling is one of Diana’s biggest sources for inspiration: ‘I love to travel a lot. Meeting new people, new cultures… When I visit a new country, I get inspired so much!’. She adds that inspiration comes from everywhere. Also, movies and music inspires her as much as travelling.

When asked about Tbilisi’s fashion, Diana is sure that it is very artsy, creative and chic. “Georgian girls have a great taste in fashion. They can look so stylish from wearing just a pair of jeans and a t-shirt. They always know what’s in fashion: they watch fashion channels, read fashion magazines, they go to Tbilisi Fashion Week. I think fashion has always lived in Georgians. Even when there are hard times”.

As a Tbilisi native, Diana enjoys her hometown’s mountains and the summer time. Her favorite places are the old town, Leselidze, Sololaki, Avlabar. Nonetheless, she adds: ‘My go-to place is Mtskheta, Georgia’s former capital from centuries ago. I would like to have a house there!”. She has a beautiful philanthropic side as well. Her biggest love and passion are animals: “My dream is to give help to all homeless cats and dogs in Georgia’. For her future goals, Diana aims on increasing her brand, and opening more stores inside and outside of Georgia. Nevertheless, starting to sell ‘Diana Kvariani’ worldwide is her main goal. Her next collection will be presented at upcoming Tbilisi Fashion Week. “What can I say t? It will be colorful!” she joyfully adds. Diana Kvariani boutique is based at 4a, Takaishvili str., Tbilisi.

Lako Bukia

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.

 

Born and raised in Tbilisi, Lako Bukia has established her signature in the fashion world with a lot of talent and hard work. Starting her studies at Tbilisi State Academy of the Arts, she has also been a student at world’s prestigious schools, such as Central Saint Martins College of Art and Design, London College of Fashion and Instituto Marangoni, in Italy. Today, Lako is a second year master’s student at Parsons The New School of Design, in New York. With her unique and eye-catching designs, Lako Bukia will conquer the world. Her clothing line is very popular not only in Tbilisi, but also around the globe.

When she was a second year BA student at London College of Fashion, Lako was an intern for stylist Katie Burnett, who gave her the first big push: “When she saw my graduation collection, ‘Mushroom’, Kate fell in love with it, and kind of forced me to start my own label, while I was still studying at LCF”, tells Lako. It was only the start of a promising career. “There was no way of going back anymore, as every season I was growing and my label was growing as well. I did lots of different experiments, shows, showrooms, met lots of different people in the industry and it was it. It just happened naturally”, she adds. At first, she didn’t realize how much work it required as a designer and businesswoman. Lako decided to get back to her studies, when realizing, by the great experiences she had, the importance of guidance by talented and successful people in the industry. After one year of graduation from LCF, her label was shown in several important fashion events, such as London Fashion Week, Berlin, Paris, New York and Kiev, just to name some.

Lako believes that a good design, a right fabric selection and good finishing make a quality article of clothing. She buys her fabric from different places, like Turkey, India, New York and London. It all depends on what she is looking for. Georgia is also a go-to place: “There are several nice stores that I am working with, and they always call me when they have new arrivals. I always try to be the first one to buy”. As a fashion designer, defined style, among other things, is very important for her, and she adds: “Always staying true to yourself. Knowing what is happening to the world, the society and surroundings. Reading, researching, making changes – at least, make new exciting things.” For her, a fashion designer has to communicate with the world. When asked where she gets inspiration, Lako said it comes from all different things: travelling, finding new things, such as an exhibition, a book, a building. “That’s my inspiration starting point. Then I develop and research it more, which can lead to a completely different thing”, she says.

During her first year at Parsons, she discovered the ‘draw thread’, a very old lace making technique, which she developed and took into a different level, modernizing it. Starting from two outfits for the school’s project, she did a Fashion Film, which was featured in Fashion TV. It turned out into a collection of 20 outfits, as the project was very successful. “It is a unique collection, because fabrics are all hand-made, and to create each fabric, it took days and hours of hard work”, she adds.

Due to many international requests, Lako is opening her online store, which will make easier maintaining sales around the globe. She has many dreams and goals to achieve. “One of my aims is to go back to showing at London Fashion Week again and being part of this amazing event.  I want to make my business successful in every level and make it as internationally now as possible”. As Lako is currently focused and dedicated on finishing her Master Degree, she won’t be showing on the upcoming Tbilisi Fashion Week, but hopes to be part of next season’s.

Every chance she has, Lako flies back to Tbilisi. “I think because I have been away for so long (8 years), I started appreciating my city more and more”, she says. She loves spending time at her studio/shop (located at Palishvili st, 39), and Solasi, the old neighbourhood. With friends, she goes to Tbilisi Marriot Hotel’s Café, for a tea time, and at summer, Radisson Blue Hotel Terrace is the place to appreciate a good view of the city. “There are many places that I really love because of the memories I have. I can say in general I really love my city”, she says. Tbilisian’s lifestyle is one thing Lako enjoys. “On one glance you will feel like there are no job or money problems, everyone is kind of relaxed enjoying their time, even though the economical or political situation in Georgia is not something you can be proud of. But I also can say that Tbilisi is a very Romantic City, especially for me”.

Lalo Knitwear

Este texto faz parte de uma série de entrevistas que fiz com estilistas da Geórgia, que originaram artigos publicados na versão impressa de Dezembro de 2013 da revista Made In Tbilisi.


Photo: instagram.com/lalocardigans

With their signature big, chunky, handmade knit cardigans, LALO Knitwear has made a big entrance in the world of fashion. Founded in 2013 by Tbilisi’s twin sisters Lalo and Nino Dolidze, at first, the brand started with the cardigans, and now, features different styles of sweaters and hats.

Graduates from the department of Western European languages and literature at Iv. Djavakhishvili Tbilisi State University, Lalo and Nino had always had interest in fashion and style, “Especially knitting!”, as told by Lalo. The young brand started as the two sisters created new looks for every season, “as we pretended ourselves to be noted designers”, she adds. Their starting point was the cardigan, which was named “Vine”. Handmade knitted in large stitches, the inspiration for their first piece were the beautiful Kakhetian vines, seen hanging all around at open air markets during Tbilisoba, the annual October festival celebrating Tbilisi.


Photo: instagram.com/lalocardigans

The cardigan became extremely popular in a very short amount of time, as an outcome for pleasing every woman’s taste in fashion. The ‘Vine’ cardigan is a bold and hype version of a classic-old sweater – in other words, it is a statement piece for the wardrobe, as it can change any outfit in just a matter of seconds. Due to their successful experience, the designers started making several different other styles, which can take up to ten days to be created, as all of their items are handmade. Most of the inspiration for their creations comes from ‘Mother Nature’ – “Nothing and nobody can provide you with such brilliant ideas, as it abounds with them!”, added Lalo.

Part time English language teachers at the University, and part time designers, Lalo and Nino are not planning to settle down any time soon. Currently, their productions are sold in Russia, Azerbaijan and Kazakhstan, among other countries in Europe. Adding to that, they are planning, for the nearest future, on collaborating with some more brands from other different countries. However, when it comes to their homeland, the sisters agree they enjoy the Old Tbilisi. According to them, Ortachala is “the most inviting site in this city for most city-dwellers, and we are not exception”.

Nenhum homem é uma ilha

“De onde surgem as amizades?”, um dia me perguntei, ao me pegar pensando no motivo pelo qual sou amiga de Fulana e não de Ciclana, se nos conhecemos no mesmo dia e no mesmo momento. Não que eu esteja insatisfeita com minhas amizades, ou que gostaria de ter me tornado melhor amiga de Beltrana. Nada disso. Achei graça porque as melhores amizades acontecem de um jeito tão natural e despretensioso quanto andar ou falar. Ninguém anda desesperado pelas ruas, com um sensor que busca amigos. Fazê-los é como jogar em uma peneira com trama bem apertada a mais fina das areias. A maior parte vai rapidamente passar pelo filtro. Uma segunda parte da areia que ficou presa na peneira, vai cair pelos buraquinhos depois de uma ligeira chacoalhadinha. Mas são os pouquíssimos grãos resistentes em cair que são os amigos que valem a pena para a gente manter.

Pare para pensar em seu ciclo social. Tem aqueles, os ‘conhecidos’, que cumprimentamos e conversamos de modo fático, quando os encontramos no shopping ou fazendo feira, e sempre lançamos o famoso “nossa, que mundo pequeno!”. Desses grãos, temos vários – vide os 1367 amigos de seu Facebook. Agora, separando o joio do trigo, concentre-se em seus amigos mais próximos. É possível contá-los em uma mão, no máximo, em duas. Você talvez perceberá que cada um faz parte de um momento diferente de sua vida. Li uma vez, em um artigo que citava uma pesquisa científica sobre amizades, que precisamos de vários tipos diferentes de amigos: um para confiar todos os nossos segredos e problemas, uma para nos fazer cair na real, outro com espírito aventureiro para nos ajudar a sair de nossa zona de conforto, ou ainda aquele só para jogar conversa fora em uma mesa de bar. Uma única pessoa dificilmente exerce todas as funções que procuramos em amizades, da mesma forma que alimentar-se apenas de um único tipo de fonte da cadeia alimentar não nos manterá saudáveis.

Agora pode pensar de novo em seus amigos mais queridos e perceber: tem a amiga do francês, a melhor amiga dos tempos da escola, o grupinho de amigos das suas aulas de inglês quando você tinha 15 anos, a amiga do prédio, o amigão da praia, a colega de trabalho, o seu santo e sagrado grupo de trabalho da faculdade. Estes você faz questão de encontrar, mesmo que juntando os ocupados calendários, o encontro só seja possível uma vez por ano (e olhe lá). Mas aí, novamente, paramos para pensar – como, depois de tanto tempo, ainda mantemos contato com tantas pessoas diferentes? Ou melhor, por que, de tantas outros que passaram por nossa vida, esses são ainda especiais, mesmo que passemos longos períodos sem vê-los?

Se você esperou encontrar uma resposta para as perguntas ao longo deste texto, sinto informá-lo, mas não as tenho. Não por má fé, porque acredite, já tentei buscá-las em tudo que é lugar imaginável. Só sei que não é á toa que as pessoas passam por nossa vida. Como na peneira, uns ficam, muitos saem. De todos levamos aprendizados. E pelos que ficam, temos que ser gratos. Pois aquela mesma pesquisa do artigo que citei no começo dizia que os amigos nos ajudam a viver uma vida mais longa, feliz e saudável. Além do mais, como dizia Thomas Morus: “Nenhum homem é uma ilha”.

Na Cabeceira: Fama e Anonimato

Além do ‘double-check’

      Gay Talese, autor de Fama e Anonimato, é um americano nascido em Nova Jersey, no ano de 1932. Sua carreira jornalística se iniciou ao acaso. Aos 15 anos, com o objetivo de ganhar destaque no time de beisebol de sua escola, Talese assumiu a função de passar, por telefone, os resultados das partidas escolares ao jornal local, o ‘Ocean City Sentinel-Ledger’. Com seu grande talento de contar histórias, não demorou a ganhar uma coluna semanal no mesmo jornal, terminando o colegial com mais de 300 artigos publicados. Em 1953, formou-se em jornalismo pela Universidade do Alabama, pois, segundo ele, era o que ele conhecia. Depois da faculdade, mudou-se para Nova York, e teve como primeiro trabalho a função de office boy, no renomado jornal New York Times. Após dois artigos que custaram a ser publicados, e dois anos de hiato devido a uma breve participação no exército americano, Talese tornou-se o repórter esportivo do New York Times.

Sua carreira como repórter em revistas se iniciou por volta de 1960, na Esquire Magazine, onde Talese teve a liberdade que precisava para escrever ao seu estilo elaborado e criativo, com descrições minuciosas e dramáticas. Nascia, então, o estilo ‘New Journalism’: a reportagem enriquecida com técnicas literárias de ficção, a qual Gay Talese é um dos precursores.  Vários de seus artigos mais aclamados publicados pela revista Esquire, como ‘Frank Sinatra está resfriado’ e ‘O silêncio de um herói’, estão presentes em sua coletânea de 1970, Fama e Anonimato, que contem textos produzidos por ele há mais de quarenta anos.

      Fama e Anonimato é um livro que pode assustar o leitor à primeira vista: as 536 páginas representadas por uma arte pouco chamativa são desanimadoras. Mas se engana quem julgar o livro por sua capa. Basta a leitura começar para o leitor desejar que o fim do livro demore a chegar.

A primeira parte, ‘Nova York – A jornada de um serendipitoso’, é composta por uma série de perfis da cidade, apresentados em subcapítulos: as coisas que passam despercebidas, os anônimos, os personagens, as profissões estranhas, os esquecidos. ‘A jornada de um serendipitoso’ é a apresentação atemporal da cidade cosmopolita, e trás a tona a particularidade de cada New Yorker, anônimo diante tantos outros milhões de nova-iorquinos. Através deste capítulo, nos encontramos viajando pelos cantos já conhecidos, obscuros, esquecidos, curiosos ou misteriosos de Nova York. Ao contrário de muitas outras obras que tem a ilha de Manhattan como protagonista, o capítulo não é um aglomerado de clichês e estereótipos sobre a cidade, e sim um delicioso passeio realista, graças à descrição minuciosa de Gay Talese.

Originária da reportagem ‘A ponte: a construção da Verrazano-Narrows’ para o New York Times, a segunda parte da obra traz histórias por trás da construção, de 1959 a 1964, que ligou o bairro do Brooklyn, em Manhattan, ao outro lado da ilha, em Staten Island. O capítulo retrata, de um modo um pouco maçante, os vários dramas por trás de uma obra tão grandiosa; do deslocamento de cidadãos comuns para abrir espaço para a construção, ao deslocamento dos joviais e energéticos ‘boomers’, os trabalhadores das construções de pontes, que adoravam sua profissão. Mesmo que não fosse dos mais seguros, e que fins trágicos fossem comuns, os boomers tinham orgulho de seu ofício; além de viajar-se muito, dar dinheiro e prestígio, era uma profissão passada de pai para filho.

‘Excursão ao interior’, a terceira e última parte do livro, contém interessantes perfis de grandes celebridades. Merecem destaque os artigos sobre o lutador de boxe Floyd Patterson (‘O silêncio de um herói’), o diretor de cinema Joshua Logan, o escritor Ernest Hemingway e o jogador profissional de beisebol, mais conhecido como ‘ex-marido de Marilyn Monroe’, Joe DiMaggio. Ainda, a reportagem ‘VOGUElândia’ é mais um interessante e divertido perfil, não de uma pessoa, mas sim de um célebre e sofisticado universo. As descrições bem detalhadas da redação, dos funcionários e da editora Condé Nast, localizada no Graybar Building, nos levam a pensar que Lauren Weisberger se inspirou na obra de Talese, e não em sua experiência real dentro da revista, para escrever ‘O diabo veste Prada’.

No entanto, o grande destaque de ‘Excursão ao interior’ é o incrível capítulo ‘Frank Sinatra está resfriado’.  São cinquenta páginas do livro dedicadas ao cantor, que não deu sequer uma entrevista, seja cara a cara ou por telefone, a Gay Talese. A grande questão é, de onde então, Talese conseguiu todo o material para escrever uma de suas mais importantes reportagens? A resposta: sujando os sapatos.

O jornalista passou semanas seguindo Frank Sinatra, que não lhe concedeu uma única entrevista. Talese não se contentou com o não, e aproveitou todos os meios que possuía para que sua pauta não furasse. Conversou com amigos, familiares e pessoas que já haviam trabalhado com Sinatra, foi a lugares que o cantor frequentava. Participou até mesmo da gravação de um especial de Natal de Sinatra para a TV americana. Chegou tão perto fisicamente, mas passou longe de conversar com o astro. O fato de desencontro, porém, não prejudicou em nada o trabalho de Talese – através de suas investigações, pode conseguir muito mais informações do que conseguiria caso se encontrasse oficialmente com Frank Sinatra. Em seu artigo, o ‘il padrone’ é mostrado ora como uma pessoa simples e carismática, ora como um artista rude e saturado por seu ego. Por fim, sua ‘pesquisa de campo’ acrescentou muito mais do que frases prontas e decoradas vindas de um astro assessorado.

Gay Talese é um adepto da ‘arte de sujar os sapatos’; nunca mediu esforços para conseguir o melhor que sua pauta tem a oferecer. O seu trabalho sempre consistiu em se imergir na realidade do objeto de reportagem, seja ao investigá-lo previamente, ao passar semanas em seu cenário, ao entrevistar centenas de fontes e ao conferir múltiplas vezes a fidelidade de sua produção com a realidade. O jornalismo de Gay Talese está além do ‘double-check’, e deve servir de inspiração a todos os jornalistas que desejam exercem um bom trabalho.

 

Carolina Mikalauskas Sanches é estudante de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, ama Nova York e virou fã de Gay Talese depois de ler Fama e Anonimato.

Na cabeceira: A Sangue Frio

Quanto valem quatro vidas?

Para Perry Smith e Richard Hicock, quatro vidas lhe custaram apenas quarenta dólares, um par de binóculos e um aparelho de rádio.

 

A família Clutter era o protótipo da família perfeita americana: típicos sulistas, religiosos devotados, amigos de todos e um exemplo a ser seguido. Herb, o patriarca, era um fazendeiro que cresceu com seu trabalho honesto, liderava diversas associações de sua pequena cidade Holcomb, no Kansas. Sua mulher, Bonnie, quase nunca era vista, pois sofria de problemas psicológicos, e Nancy e Kenyon eram os filhos adolescentes que toda família gostaria de ter.

De um dia para o outro, sem motivo aparente, a inofensiva família é encontrada morta em sua própria casa. O assassinato mobiliza toda a pequena Holcomb, e vizinhos passam a se olhar com desconfiança. Afinal, qualquer um poderia ser um suspeito da tragédia, que despertou a curiosidade de Truman Capote e foi o pano de fundo para a obra A Sangue Frio. Ao ler uma pequena nota sobre o acontecimento no New York Times, Capote decide ir ao Kansas, acompanhado da também escritora e melhor amiga de infância, Harper Lee – importante parceira de pesquisa para a obra, – para escrever sobre o crime.

Mais de mil páginas de anotações, feitas apenas através da memória do autor – que alegava memorizar mais de 90% do que lhe era dito – lhe renderam o livro-reportagem que foi um dos precursores do New Journalism. Gênero literário de romances de não ficção, buscava contar o real com técnicas e artifícios próprios da escrita literária. Capote faz uma imersão no universo do crime: conversou com membros da família, com os investigadores do caso, e até mesmo com os responsáveis pela tragédia: Richard ‘Dick’ Hicock e Perry Smith, este último a quem acabou tornando-se próximo. Foram seis anos de preparação e coleta de informações. O ‘making of’ desta produção se tornou um filme, em 2005: Capote, dirigido por Bennet Miller, foi estrelado por Phillip Seymour Hoffman, que deu vida ao Capote e ganhou por este papel um Oscar de melhor ator.

      A Sangue Frio é um livro dividido em quatro capítulos. O primeiro, chamado Os últimos a vê-los vivos, intercala fatos e acontecimentos da vida perfeita da família Clutter com os planos e falcatruas dos assassinos Perry e Dick. Com bastante mistério, tornando-se mais claro com o desenrolar, introduz o que vai dar rumo ao restante do livro. O segundo, Pessoas Desconhecidas, mostra relatos e situações de pessoas que conheciam a família Clutter, as investigações sobre o caso, e a fuga dos assassinos para o México. Este capítulo nos faz detetives, ao tentarmos ligar os pontos para descobrir quem matou os Clutter. É no terceiro capítulo, Respostas, em que o mistério começa a ser desvendado, e descobrimos os motivos sobre o assassinato: Perry e Dick acreditavam que o senhor Herb Clutter tinha em sua casa milhares de dólares guardados em um cofre. Ao não encontrarem o dinheiro, matam a família a sangue frio, movidos por uma frustração que os leva a cometer tal barbaridade. Por fim, A esquina, fecha o livro com a prisão (que durou 6 anos, o tempo que o livro demorou a ser finalizado) e as confissões de Perry e Dick, onde é mostrado os seus lados psicológicos de tom psicopata, até o enforcamento dos assassinos.

A leitura é fácil, e a vontade é de não largar o livro até terminá-lo. Um leitor desinformado pode pensar que A Sangue Frio se trata de uma obra de ficção, graças a todos os detalhes, descrições minuciosas e o aprofundamento dos personagens e de cenas. O assassinato, obviamente, é o grande clímax, o que torna a obra um mix de emoções: o leitor é envolvido pela trama muito bem escrita, ao mesmo tempo em que a tragédia da boa família Clutter o deixa triste. A Sangue Frio nos faz refletir a que ponto o egoísmo de dois homens pode chegar, ou melhor, custar: 4 vidas,  40 dólares, um par de binóculos e um aparelho de rádio.

Codinome Capote

Truman Streckfus Persons nasceu em Nova Orleans, Louisiana, em 30 de setembro de 1924. Filho de um comerciante vigarista com uma mãe adolescente, passou sua infância aos cuidados de parentes maternos em Monroeville, Alabama. Desde muito pequeno, Truman demonstrava talento à arte literária – foi autoditada, e aprendeu a ler e a escrever antes mesmo de entrar na escola.

Em 1933, muda-se para Nova York, onde passa viver com sua mãe e seu padrasto, Joseph Capote, quem o adota e lhe dá o novo sobrenome. Terminou sua educação formal em 1943, na Franklin School, enquanto trabalhava no xérox do departamento de arte da revista The New Yorker. Capote sempre teve a ideia fixa de não cursar o ensino superior, pois acreditava que não seria uma faculdade que o formaria escritor: “Eu sentia que alguém ou era ou não era escritor, e nenhuma combinação de professores poderiam influenciar o resultado”. Entre diversas obras que produziu, recebe destaque Bonequinha de Luxo, de 1958, uma vez que o livro se tornou um grande sucesso cinematográfico com a atuação de Audrey Hepburn como a personagem socialite Holly Golightly.

Considerado um prodígio da literatura americana, Truman Capote escreveu não só livros, mas também roteiros para o teatro e para o cinema. Capote nunca escondeu sua homossexualidade, e era um bon vivant: sua vida foi polêmica e extravagante, regada a muitas festas espalhadas por diversos círculos sociais – celebridades de Hollywood, políticos, escritores, membros da realeza e da alta sociedade. A Sangue Frio foi o pico de sua carreira, que ao invés de ser estabilizada ou continuar a crescer, precedeu a decadência do autor. Alcoólatra e usuário de drogas, Truman Capote morre intoxicado aos 59 anos em Los Angeles, no ano de 1984.